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    Aedes spp., Anopheles spp., Culex spp. e Ochlerotatus spp.

    1. Identificação

    • Nome comum: Mosquitos / Melgas
    • Nome científico: Aedes spp., Anopheles spp., Culex spp. e Ochlerotatus spp.
    • Ordem: Diptera
    • Família: Culicidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos pequenos (3–7 mm), corpo delgado e pernas longas.
    • Asas estreitas e escamas finas, típicas dos Culicidae.
    • Larvas aquáticas, móveis, desenvolvem‑se em águas paradas ou de baixa corrente.
    • Pupas aquáticas, em forma de vírgula, muito ativas.
    • Fêmeas hematófagas, alimentam‑se de sangue para maturação dos ovos.

    3. Hospedeiros principais

    • Mamíferos domésticos: bovinos, equinos, suínos, cães.
    • Aves.
    • Humanos.
    • Espécies com diferentes preferências, mas todas com impacto sanitário e de bem‑estar.

    4. Sintomas e danos

    • Picadas dolorosas e irritação cutânea.
    • Reações alérgicas, edema e inflamação.
    • Stress nos animais, redução do apetite e da produtividade.
    • Possível transmissão de agentes patogénicos (dependendo da espécie).
    • Problemas de bem‑estar animal e desconforto para humanos.

    5. Ciclo biológico

    • Ovos depositados em superfícies próximas de água ou diretamente na água.
    • Larvas desenvolvem‑se em águas paradas, charcos, bebedouros, valas, recipientes.
    • Pupação aquática, seguida de emergência dos adultos.
    • Ciclo rápido em temperaturas elevadas.
    • Múltiplas gerações anuais, especialmente na primavera e verão.

    6. Monitorização

    • Observação de adultos em zonas de pecuária, habitações e áreas húmidas.
    • Identificação de larvas em coleções de água parada.
    • Registo de períodos de maior atividade (fim da tarde e noite, dependendo da espécie).
    • Avaliação de queixas de picadas em animais e pessoas.
    • Monitorização ambiental de locais propícios ao desenvolvimento larvar.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: eliminação de águas paradas, limpeza de bebedouros, melhoria da drenagem, manutenção de valas e redução de locais de acumulação de água.
    • Biológicas: utilização de Bacillus thuringiensis israelensis (Bti) em pontos de água, quando autorizado, e promoção de predadores naturais como libélulas e peixes larvófagos.
    • Proteção integrada: monitorização regular, uso de repelentes autorizados, proteção física de animais e pessoas, gestão ambiental e integração de medidas preventivas para reduzir populações locais.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Culicidae.
    • CABI Invasive Species Compendium – Aedes, Anopheles, Culex e Ochlerotatus spp..
    • Becker, N. et al. (2010). Mosquitoes and their control.
    • Service, M. W. et al. (2008). Medical entomology for public health.

     

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