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O jiloeiro (Solanum aethiopicum L.), pertencente à família Solanaceae, é uma espécie originária de África, onde é amplamente cultivada como hortícola tradicional. É conhecido por vários nomes regionais, incluindo “jiló africano”, “garden egg”, “nakati” e “gilo”. A espécie apresenta grande diversidade morfológica, com grupos varietais distintos utilizados para fruto, folha ou ambos.
O jiloeiro é cultivado para consumo fresco, culinária tradicional, processamento e venda em mercados locais. Os frutos, de sabor amargo característico, são consumidos cozidos, grelhados ou em molhos. As folhas são utilizadas como hortaliça em várias regiões africanas. A cultura tem importância crescente em mercados étnicos na Europa e América. É uma espécie rústica, tolerante ao calor e a solos pobres, sendo uma alternativa interessante para agricultura familiar.
Planta herbácea ou subarbustiva, anual ou perene de curta duração, com 0,5–1,5 m de altura. Os caules são eretos, ramificados, podendo apresentar espinhos. As folhas são grandes, ovadas, com margens onduladas. As flores são brancas ou violáceas, típicas das solanáceas. Os frutos variam amplamente em forma e cor: globosos, ovais ou achatados, verdes, brancos, laranja ou vermelhos, dependendo do grupo varietal. O sistema radicular é profundo e bem adaptado a condições de seca moderada.
Prefere climas tropicais e subtropicais quentes, com temperaturas ideais entre 22–30 °C. Tolera calor intenso melhor do que a beringela comum (Solanum melongena). Exige solos bem drenados, de textura média, ricos em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 6,8. É sensível ao encharcamento e a geadas. A cultura responde bem a rega regular, sobretudo durante a frutificação.
Inclui a escolha de variedades adaptadas ao clima local, sementeira em viveiro e transplante quando as plantas atingem 10–15 cm, plantação em solos bem drenados, rega regular sem encharcamento, adubação equilibrada e monitorização de pragas e doenças. A rotação de culturas com espécies não hospedeiras é essencial para reduzir nemátodos e doenças do solo. A colheita é realizada quando os frutos atingem o tamanho e a cor desejados, antes de perderem firmeza.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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