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    Tetranychus urticae

    1. Identificação

    • Nome comum: Aranhiço‑vermelho, ácaro‑amarelo
    • Nome científico: Tetranychus urticae Koch
    • Ordem: Trombidiformes
    • Família: Tetranychidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos: Corpo ovalado, muito pequeno (≈ 0,4–0,6 mm); coloração variável (amarelo‑esverdeado a avermelhado); duas manchas escuras laterais típicas; presença de teias finas na página inferior das folhas.
    • Ninfas e larvas: Semelhantes aos adultos, mas menores; coloração mais clara.
    • Ovos: Esféricos, translúcidos a amarelados, depositados na página inferior das folhas.

    3. Hospedeiros principais

    • Hortícolas (tomateiro, feijoeiro, pepino, melão, pimento).
    • Fruteiras (macieira, pereira, citrinos).
    • Vinha.
    • Ornamentais e numerosas plantas espontâneas.
    • Espécie altamente polífaga, com centenas de hospedeiros conhecidos.

    4. Sintomas e danos

    • Pontuações cloróticas na página superior das folhas.
    • Amarelecimento, bronzeamento e secura progressiva do limbo.
    • Redução da fotossíntese e do vigor vegetativo.
    • Queda prematura de folhas em ataques severos.
    • Presença de teias finas que protegem colónias e ovos.
    • Perdas significativas de produção em culturas sensíveis, sobretudo em condições quentes e secas.

    5. Ciclo biológico

    • Ciclo rápido, podendo completar‑se em 7–10 dias em condições quentes.
    • Elevado número de gerações anuais.
    • Desenvolvimento favorecido por temperaturas altas e baixa humidade relativa.
    • Inverno passado como fêmea fecundada em abrigos da planta ou no solo.
    • Populações aumentam rapidamente em estufas e períodos de calor.

    6. Monitorização

    • Observação da página inferior das folhas com lupa.
    • Avaliação da presença de teias, ovos e formas móveis.
    • Contagem de indivíduos por folha para apoio à decisão.
    • Monitorização intensiva em períodos quentes e secos ou em estufa.

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: Remoção de folhas muito infestadas; evitar stress hídrico; promover arejamento; evitar excesso de azoto.
    • Biológicas: Conservação e/ou introdução de ácaros predadores (ex.: Phytoseiulus persimilis, Amblyseius swirskii, Neoseiulus californicus).
    • Proteção integrada: Intervenção apenas quando os níveis populacionais justificam; rotação de substâncias ativas para evitar resistências; preferência por produtos seletivos e compatíveis com auxiliares.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Tetranychus urticae.
    • CABI Invasive Species Compendium – Tetranychus urticae.
    • van Leeuwen, T. et al. (2010). The spider mite Tetranychus urticae: a model organism for acaricide resistance. Pesticide Biochemistry and Physiology.
    • Helle, W., & Sabelis, M. W. (1985). Spider Mites: Their Biology, Natural Enemies and Control. Elsevier.
    • Bolland, H. R., Gutierrez, J., & Flechtmann, C. H. (1998). World Catalogue of the Spider Mite Family (Tetranychidae). Brill.

     

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