DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


Daucus carota subsp. sativus

1. Identificação e origem

A cenoura (Daucus carota subsp. sativus) é uma planta herbácea bienal da família Apiaceae, originária da Ásia Central e posteriormente difundida pela Europa e Mediterrâneo. É cultivada globalmente como hortícola de raiz, sendo uma das culturas mais importantes em horticultura intensiva.

2. Importância económica

A cenoura é amplamente consumida em fresco, processada, congelada ou transformada. Tem elevado valor comercial, sendo essencial na cadeia hortícola pela sua versatilidade, conservação e procura constante. É também relevante na indústria alimentar e na exportação.

3. Caracterização botânica

Planta bienal cultivada como anual. A raiz é tuberosa, rica em carotenoides, com coloração variável (laranja, roxa, amarela, branca). As folhas são compostas, finamente divididas, formando uma roseta basal. A inflorescência é uma umbela composta típica das Apiaceae. O sistema radicular é pivotante, sensível à compactação e à má drenagem.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados frescos, com temperaturas ótimas entre 15–22 °C. Desenvolve‑se melhor em solos soltos, profundos, arenosos ou franco‑arenosos, bem drenados e com pH entre 6,0 e 7,0. É sensível à compactação, pedregosidade e encharcamento, que provocam deformações radiculares. Requer boa disponibilidade hídrica, sobretudo na fase inicial e no engrossamento da raiz.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑cenoura (Psila rosae): galerias na raiz e perda comercial.
  • Pulgões (Aphididae): transmissão de viroses e redução de vigor.
  • Nemátodos das galhas (Meloidogyne spp.): deformações radiculares e redução de produtividade.
  • Lagartas (Lepidoptera): danos foliares.
  • Ácaros (Tetranychidae): cloroses e perda de vigor.

6. Principais doenças

  • Alternariose (Alternaria dauci): manchas foliares e desfolha.
  • Oídio (Erysiphe spp.): micélio branco em folhas.
  • Queima‑das‑folhas (Cercospora carotae): lesões foliares e redução de crescimento.
  • Podridões bacterianas (Erwinia, Pectobacterium): deterioração pós‑colheita.
  • Podridões fúngicas (Rhizoctonia, Sclerotinia): danos radiculares e perdas no campo.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui rotação de culturas, utilização de sementes certificadas, preparação adequada do solo, densidade de sementeira ajustada e fertilização equilibrada. A monitorização de mosca‑da‑cenoura e alternariose é essencial. A colheita deve ser realizada quando as raízes atingem o calibre comercial, seguida de lavagem e armazenamento em condições frescas e húmidas para prolongar a conservação.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Daucus carota.
  • CABI Crop Compendium – Daucus carota.
  • Rubatzky, V. E., & Yamaguchi, M. (1997). World Vegetables. Chapman & Hall.
  • Simon, P. W. (2000). Carrot in: Vegetable and Spice Crops. CABI Publishing.
  • Strandberg, J. O. (2008). Compendium of Umbelliferous Crop Diseases. APS Press.

 

Produto Fitofarmacêutico

Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

  • Adicionar ao Carrinho

    Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
    Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

    * Campos de preenchimento obrigatório
Subscreva a nossa Newsletter