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    Resseliella theobaldi

    1. Identificação

    • Nome comum: Mosquito‑do‑caule‑da‑framboesa
    • Nome científico: Resseliella theobaldi Barnes
    • Ordem: Diptera
    • Família: Cecidomyiidae

    2. Descrição da praga

    • Adultos muito pequenos (2–3 mm), semelhantes a pequenos mosquitos.
    • Corpo frágil, asas transparentes e pernas longas.
    • Larvas esbranquiçadas a alaranjadas, ápodes, desenvolvem‑se no interior dos caules.
    • Pupação no solo, em câmaras pouco profundas.
    • Ovos depositados em fendas ou feridas nos caules jovens.

    3. Hospedeiros principais

    • Framboeseiro (principal hospedeiro).
    • Pode afetar outras espécies de Rubus.
    • Danos mais frequentes em pomares intensivos e em rebentos vigorosos.

    4. Sintomas e danos

    • Fendas longitudinais nos caules jovens.
    • Murchidão e quebra fácil dos rebentos.
    • Necroses internas causadas pela alimentação das larvas.
    • Redução do vigor da planta e diminuição da produção.
    • Maior suscetibilidade a infeções secundárias (fungos oportunistas).

    5. Ciclo biológico

    • Várias gerações por ano, dependendo da temperatura.
    • Adultos emergem do solo e depositam ovos em caules jovens danificados.
    • Larvas alimentam‑se nos tecidos internos durante 2–3 semanas.
    • Pupação no solo, a poucos centímetros de profundidade.
    • Ciclo favorecido por rebentos tenros e elevada humidade no solo.

    6. Monitorização

    • Observação de fendas e necroses nos caules jovens.
    • Verificação de rebentos murchos ou quebradiços.
    • Amostragem de caules para deteção de larvas internas.
    • Monitorização regular durante o período de crescimento ativo.
    • Registo de condições favoráveis (humidade elevada e rebentos vigorosos).

    7. Medidas de gestão

    • Culturais: remoção e destruição de caules atacados, melhoria da circulação de ar, redução da humidade excessiva e evitar ferimentos nos rebentos durante operações culturais.
    • Biológicas: conservação de inimigos naturais presentes no solo e utilização de entomopatógenos quando autorizado.
    • Proteção integrada: monitorização contínua, intervenções dirigidas apenas quando necessário, gestão adequada da densidade de plantas e integração de práticas culturais para reduzir locais de oviposição.

    Referências bibliográficas

    • EPPO Global Database – Resseliella theobaldi.
    • CABI Invasive Species Compendium – R. theobaldi.
    • Cross, J. V. et al. (2001). Pests of cane fruit crops.
    • Moore, J. et al. (2010). Biology and control of gall midges in Rubus crops.

     

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