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O larício ou lariço (Larix spp.), pertencente à família Pinaceae, é um género de coníferas caducifólias originárias das regiões frias do Hemisfério Norte. As espécies mais comuns incluem Larix decidua Mill. (larício‑europeu), Larix kaempferi (Lamb.) Carrière (larício‑japonês) e Larix sibirica Ledeb. (larício‑siberiano). São árvores adaptadas a climas frios, com grande resistência ao gelo e capacidade de colonizar solos pobres e montanhosos.
O larício é valorizado pela madeira de elevada durabilidade natural, resistente à humidade e ao apodrecimento, sendo utilizada em construção, carpintaria exterior, postes, mobiliário rústico e produção de pasta de papel. É também usado em reflorestação, proteção de encostas e arborização ornamental. Em Portugal, o larício‑japonês é ocasionalmente utilizado em plantações de montanha e parques.
Árvores de porte médio a grande, podendo atingir 25–45 m de altura, com copa piramidal. As folhas são aciculares, macias, agrupadas em braquiblastos, caindo no outono — característica rara entre coníferas. Os cones são ovóides, pequenos, persistentes e variam entre espécies. A casca é espessa e fissurada. O sistema radicular é profundo e bem adaptado a solos frios e pedregosos.
Prefere climas frios ou temperados de montanha, com invernos rigorosos e verões frescos. Tolera geadas intensas e solos pobres, desde que bem drenados. Desenvolve‑se melhor em solos ligeiramente ácidos, com pH entre 5,0 e 6,5. É sensível a climas quentes e secos, onde apresenta menor vigor e maior suscetibilidade a pragas e doenças.
Inclui a escolha de espécies adaptadas ao clima local (ex.: L. kaempferi para zonas temperadas), plantação em solos bem drenados, controlo de vegetação concorrente, monitorização de pragas defoliadoras e fungos de solo, e manutenção de densidades adequadas para reduzir humidade excessiva. Em reflorestação, recomenda‑se evitar áreas com histórico de Heterobasidion ou Armillaria. A colheita da madeira deve considerar a elevada durabilidade natural, dispensando tratamentos intensivos.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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