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Levisticum officinale

1. Identificação e origem

O levístico (Levisticum officinale W.D.J. Koch), também conhecido como levístico‑de‑cheiro ou “lovage”, pertence à família Apiaceae e é originário das regiões montanhosas do sul da Europa e sudoeste da Ásia. É uma planta aromática perene, tradicionalmente cultivada como hortícola e medicinal desde a Antiguidade.

2. Importância económica

As folhas, caules, sementes e raízes são utilizados como condimento, em infusões e na indústria alimentar. O aroma intenso, semelhante ao aipo, torna‑o valorizado em sopas, caldos e preparados culinários. A planta é também usada em fitoterapia pelas suas propriedades digestivas e diuréticas. O cultivo é comum em hortas familiares e em pequenas explorações de plantas aromáticas e medicinais.

3. Caracterização botânica

Planta herbácea perene, robusta, podendo atingir 1,5–2 m de altura. As folhas são grandes, brilhantes, pinadas, lembrando as do aipo. As inflorescências são umbelas compostas, com flores pequenas, amarelas. O fruto é um esquizocarpo típico das Apiaceae. A raiz é espessa, aromática e profundamente implantada. A planta rebrota anualmente a partir da coroa subterrânea.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados frescos, com boa exposição solar ou meia‑sombra. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, férteis, bem drenados e ricos em matéria orgânica, com pH entre 6,0 e 7,5. Tolera frio e geadas, mas é sensível a períodos prolongados de seca. A rega regular favorece o crescimento vegetativo e a produção de folhas aromáticas.

5. Principais pragas

  • Afídeos (Aphis spp., Myzus persicae): enrolamento foliar e melada.
  • Mosca‑da‑cenoura (Psila rosae): danos nas raízes em culturas próximas de Apiaceae.
  • Lagartas (Noctuidae): perfurações em folhas.
  • Ácaros (Tetranychus spp.): cloroses e teias finas em condições secas.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e redução do vigor.

6. Principais doenças

  • Mancha foliar (Septoria spp.): lesões irregulares e queda prematura das folhas.
  • Oídio (Erysiphe spp.): revestimento branco em condições secas e quentes.
  • Podridões radiculares (Pythium spp., Phytophthora spp.): murchidão e apodrecimento em solos encharcados.
  • Ferrugem (Puccinia spp.): pústulas alaranjadas e declínio do vigor.
  • Botrytis (Botrytis cinerea): podridões em folhas e caules, sobretudo em ambientes húmidos.

7. Gestão cultural geral

Inclui a plantação em solos férteis e bem drenados, adubação orgânica regular, rega moderada mas consistente, remoção de folhas velhas para reduzir pressão de doenças e monitorização de pragas comuns em Apiaceae. A divisão de touceiras a cada 3–4 anos mantém o vigor da planta. A colheita das folhas deve ser feita de forma contínua durante a primavera e verão, enquanto as raízes são colhidas no outono.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database. Levisticum officinale – pests and diseases.
  • CABI Invasive Species Compendium. Levisticum officinale – datasheets.
  • Simon, J. E., et al. (1984). Herbs: An Indexed Bibliography. In: Purdue University Press.
  • Grieve, M. (1931). A Modern Herbal. Penguin Books.
  • Huxley, A. (1992). The New RHS Dictionary of Gardening. Macmillan Press.

 

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