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Brassica oleracea

1. Identificação e origem

A couve (Brassica oleracea L.) é uma espécie hortícola da família Brassicaceae, originária das regiões costeiras do sul e oeste da Europa. Engloba diversos grupos varietais, incluindo:

  • couve‑coração [Brassica oleracea L. Convar. capitata (L.) Alef., Capitata Group]
  • couve‑repolho [Brassica oleracea L. Convar. capitata (L.) Alef., Capitata Group]
  • couve‑flor (Brassica oleracea L., Botrytis Group)
  • brócolo (Brassica oleracea L., Italica Group)
  • couve‑galega (Brassica oleracea L., Acephala Group)
  • couve‑tronchuda (Brassica oleracea L., Costata Group)
  • couve‑de‑Bruxelas (Brassica oleracea L., Gemmifera Group)

É uma das hortícolas mais importantes a nível mundial, tanto em sistemas intensivos como tradicionais.

2. Importância económica

A couve tem elevada relevância económica e social, sendo consumida em fresco, cozinhada ou processada. É uma cultura fundamental em horticultura de ar livre e estufa, com forte presença em mercados locais e cadeias de distribuição. Alguns grupos varietais têm grande valor industrial (ex.: couve‑flor e brócolo). A espécie é também importante em rotação, contribuindo para a estruturação do solo.

3. Caracterização botânica

Planta bienal cultivada como anual. As folhas variam amplamente conforme o grupo varietal, podendo ser lisas, crespas, largas ou compactadas em cabeça. As flores são amarelas, típicas das Brassicaceae, reunidas em cachos. Os frutos são síliquas contendo sementes esféricas. O sistema radicular é pivotante, com ramificações laterais superficiais.

4. Exigências edafoclimáticas

Prefere climas temperados frescos, com temperaturas ótimas entre 15–20 °C. Tolera frio moderado, mas é sensível a calor excessivo, sobretudo em couve‑flor e brócolo. Desenvolve‑se melhor em solos profundos, férteis, bem drenados, com pH entre 6,0 e 7,5. Requer boa disponibilidade hídrica, evitando encharcamento.

5. Principais pragas

  • Mosca‑da‑couve (Delia radicum): danos radiculares e redução de vigor.
  • Alticas (Phyllotreta spp.): perfurações foliares em plântulas.
  • Traça‑das‑crucíferas (Plutella xylostella): desfolha e danos em inflorescências.
  • Lagartas de Pieris spp.: desfolha intensa.
  • Pulgões (Aphididae): enrolamento foliar e transmissão de viroses.
  • Nemátodos (Meloidogyne spp.): galhas radiculares e declínio da planta.

6. Principais doenças

  • Hérnia das crucíferas (também conhecida regionalmente como potra) (Plasmodiophora brassicae): deformações radiculares e declínio.
  • Míldio (Hyaloperonospora brassicae): manchas cloróticas e necrose.
  • Alternariose (Alternaria brassicae, A. brassicicola): manchas foliares e perdas em sementes.
  • Podridões de colo e raiz (Fusarium spp., Rhizoctonia spp., Phytophthora spp.): murchidão e morte de plantas.
  • Mancha‑foliar por Xanthomonas spp.: lesões angulares e desvalorização comercial.
  • Podridão branca (Sclerotinia sclerotiorum): murchidão e podridão do colo.

7. Gestão cultural geral

A gestão inclui escolha de variedades adaptadas, plantação em época adequada, fertilização equilibrada e rega controlada. A rotação de culturas é essencial para reduzir pressão de doenças do solo, especialmente Plasmodiophora brassicae.
A monitorização de alticas, traça‑das‑crucíferas e pulgões é crítica nas fases iniciais. A colheita deve ser realizada no ponto ótimo de desenvolvimento, evitando danos mecânicos.


Referências bibliográficas

  • EPPO Global Database – Brassica oleracea.
  • CABI Crop Compendium – Brassica oleracea.
  • Rimmer, S. R., Shattuck, V. I., & Buchwaldt, L. (2007). Compendium of Brassica Diseases. APS Press.
  • Dixon, G. R. (2007). Vegetable Brassicas and Related Crucifers. CABI Publishing.
  • FAO (2013). Brassica oleracea L. – Crop information and production guidelines. FAO Plant Production and Protection Division.

 

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