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O massango ou milheto‑pérola [Pennisetum glaucum (L.) R.Br.], pertencente à família Poaceae, é um cereal de origem africana, com centro de domesticação na região do Sahel (Níger, Mali, Chade). É uma das culturas mais antigas do continente africano, adaptada a ambientes áridos e semiáridos. A espécie destaca‑se pela elevada tolerância à seca, altas temperaturas e solos pobres, sendo essencial para a segurança alimentar em regiões tropicais secas.
O milheto é utilizado na alimentação humana (farinhas, papas, pães, bebidas fermentadas), na alimentação animal (grão e forragem) e como cultura de cobertura. É fundamental em sistemas agrícolas de subsistência em África e Índia, mas também ganha importância em sistemas de produção resilientes às alterações climáticas. Os principais produtores incluem Índia, Níger, Nigéria, Mali, Burkina Faso e Sudão. O grão é rico em proteínas, fibras e minerais, sendo naturalmente isento de glúten.
Planta anual, cespitosa, com 1–3 m de altura, colmos eretos e folhas longas e estreitas. A inflorescência é uma espiga cilíndrica e compacta, característica da espécie. As sementes são pequenas, esféricas, de coloração creme, amarela ou acinzentada. O sistema radicular é profundo e altamente eficiente na exploração de água e nutrientes, conferindo grande tolerância à seca.
O milheto adapta‑se a climas quentes e secos, com temperaturas ideais entre 25–35 °C. Tolera precipitações reduzidas (300–600 mm/ano) e solos pobres, arenosos ou pedregosos. Prefere pH entre 5,5 e 7,0 e é mais tolerante à salinidade do que outros cereais. É uma cultura de ciclo curto (70–120 dias), adequada para regiões com estações de crescimento curtas ou irregulares.
Inclui a escolha de cultivares adaptados ao clima local, sementeira em solos bem drenados, rotação de culturas para reduzir pressão de doenças e nemátodos, controlo de infestantes nas fases iniciais e monitorização de lagartas e míldio. A adubação deve ser equilibrada, com foco em azoto e micronutrientes. A colheita é realizada quando as panículas apresentam grãos duros e secos, seguida de secagem adequada para evitar perdas no armazenamento.
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Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).
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