DESDE 1994! Somos especialistas em protecção de plantas em Agricultura Biológica e Produção Integrada.

30 anos PME Líder’24
Inseticidas Biológicos e Vegetais Fungicidas e Elicitores Confusão Sexual Armadilhas, Atrativos e Feromonas Biofertilizantes

 


Venturia spp. e Spilocaea spp.

1. Identificação

O pedrado é uma doença fúngica que afeta sobretudo pomóideas, caracterizada por manchas verde‑oliva a acastanhadas, de aspeto aveludado, em folhas, frutos e rebentos jovens. Os fungos desenvolvem‑se subcuticularmente, originando lesões que reduzem a fotossíntese, provocam deformações e comprometem a qualidade comercial da produção. A fase sexuada pertence ao género Venturia e a fase assexuada ao género Spilocaea.

2. Agente causal

O género Venturia foi descrito por Saccardo (1882), enquanto Spilocaea foi estabelecido por Fries (1832) como forma conidiana associada a Venturia.

  • Fungos ascomicetos da família Venturiaceae, principalmente Venturia inaequalis (macieira) e Venturia pyrina (pereira).
  • Fase conidiana representada por espécies de Spilocaea.
  • Micélio subcuticular e produção abundante de conídios em condições húmidas.
  • Necessidade de água livre para germinação e infeção.
  • Formação de pseudotécios em folhas e frutos caídos, assegurando o inóculo primário.
  • Disseminação por vento, chuva e salpicos de água.

3. Hospedeiros principais

  • Macieira (Malus domestica).
  • Pereira (Pyrus communis).
  • Outras rosáceas de pomóideas ornamentais.
  • Tecidos jovens e variedades vigorosas apresentam maior suscetibilidade.

4. Sintomas

  • Manchas verde‑oliva a castanhas nas folhas, com aspeto aveludado, podendo evoluir para necroses e queda prematura.
  • Lesões circulares ou irregulares nos frutos, evoluindo para crostas, rachaduras e deformações.
  • Rebentos com lesões escuras e necroses superficiais.
  • Pseudotécios negros visíveis em folhas e frutos caídos no final do outono/inverno.

5. Ciclo da doença

  • Sobrevivência invernal em pseudotécios presentes em folhas e frutos caídos.
  • Libertação de ascósporos na primavera, sincronizada com o abrolhamento.
  • Produção de conídios nas lesões, responsáveis pelas infeções secundárias.
  • Disseminação favorecida por chuva e períodos de humectação.
  • Formação de novos pseudotécios no final da estação.

6. Condições favoráveis

  • Temperaturas entre 10–24 °C, com ótimos próximos de 16–20 °C.
  • Presença de água livre, como chuva ou orvalho.
  • Primaveras húmidas e amenas.
  • Copas densas, fraca circulação de ar e sombreamento.
  • Fertilização azotada excessiva aumenta a suscetibilidade.

7. Gestão da doença

  • Remoção ou trituração de folhas e frutos caídos para reduzir o inóculo.
  • Podas de arejamento para melhorar a circulação de ar.
  • Evitar rega por aspersão sobre a copa.
  • Manter fertilização equilibrada, evitando excessos de azoto.
  • Selecionar variedades menos suscetíveis quando possível.
  • Monitorizar condições climáticas e fenológicas para posicionar medidas preventivas.

Referências bibliográficas

  • Khajuria, Y. P., Akhoon, B. A., Kaul, S., & Dhar, M. K. (2023). Secretomic insights into the pathophysiology of Venturia inaequalis. Pathogens, 12(1), 66.
  • Mubashir, S. S., Khan, N. A., Padder, B. A., Bhat, Z. A., & Bhat, S. N. (2024). Morphological differentiation of Venturia species infecting pome and stone fruits. Indian Phytopathology, 77, 335–343.
  • Le Cam, B., Sargent, D., Gouzy, J., Amselem, J., et al. (2019). Population genome sequencing of scab fungal species (Venturia inaequalis, V. pirina, V. aucupariae, V. asperata). G3: Genes, Genomes, Genetics, 9, 2405–2414.
  • Belete, T., & Boyraz, N. (2017). Review on apple scab (Venturia inaequalis) biology and management. Journal of Plant Physiology & Pathology, 5(2).
  • Rancāne, R., Valiuškaitė, A. V., & Stensvand, A. S. (2023). Primary inoculum of Venturia inaequalis in its asexual form. Frontiers in Horticulture, 2.

 

Produto Fitofarmacêutico

Os produtos fitofarmacêuticos requerem Cartão de Aplicador ou Cartão de Técnico Responsável.

  • Adicionar ao Carrinho

    Poderá utilizar o cartão de outra pessoa, desde que a mesma se responsabilize pela aplicação do tratamento.
    Consulte aqui a Lei n.º 26/2013 de 11 de abril (Distribuição, venda e aplicação de produtos fitofarmacêuticos).

    * Campos de preenchimento obrigatório
Subscreva a nossa Newsletter